Jorge Damús Filho (*) visite o site www.mrc.org.br
A segurança e a democracia parecem estar distante da realidade que vivemos. Um ciclo de debates sobre Segurança Pública no ABC reuniu participantes sérios no trato com o assunto. Infelizmente não posso dizer o mesmo de alguns políticos que estiveram no evento e hoje continuam a regulamentar leis e debater assuntos que afligem a população brasileira, os deputados Michel Temer e Luiz Eduardo Greenhalgh.
O primeiro fez suas explanações e foi embora. O segundo, no início de suas observações e comentários, lembrou do período da ditadura, onde pessoas faziam críticas ao regime e podiam até perder a vida. Quando questionado pelo senhor Ota, pai de Yves Ota (sequestrado e morto com 8 anos) sobre um abaixo-assinado com 2,5 milhões de assinaturas que pedem a prisão perpétua agrícola para crimes hediondos (documento entregue ao Congresso Nacional), o deputado Greenhalgh
respondeu ser contra a reivindicação e que não adiantaria entregar listas muito maiores que esta, porque a proposta não seria aprovada. Não é verdade. Lembram do crime da atriz Daniela Peres? A mãe dela, Glória Peres, levou ao Congresso um abaixo-assinado com 1 milhão de assinaturas e mudou a lei referente ao crime hediondo.
No ano passado, o presidente Fernando Henrique Cardoso pediu a população e hoje o presidente Luiz Inácio Lula da Silva também pede que façamos pressão no Congresso Nacional para que as nossas leis sejam mudadas no sentido de proteger os cidadãos de bem.
A participação da sociedade servirá para mudar o caos instalado quanto a criminalidade em nosso País e outras aflições de nosso povo. Os presidentes dão a entender que concordam com a sociedade e porque também não aguentam mais essa insegurança que estamos vivendo.
Quando ocorreram os assassinatos dos prefeitos de Santo André e de Campinas assistimos o grande empenho do deputado Greenhalgh acompanhando as investigações sobre os crimes. O que é que há? Será que a dor da perda de amigos e parentes que perdem a vida todos os dias em assaltos, sequestros, é menos intensa que dos prefeitos assassinados?
Não estou fazendo uma campanha contra o deputado, mas ele é o mesmo que defende o desarmamento civil dos que andam dentro da lei.
Ele quer desarmar o cidadão honesto, policiais, juízes, etc. Em contrapartida é o advogado de defesa do senhor Rainha em relação ao processo de porte ilegal de arma, que o mesmo responde. Engraçado. Quer desarmar e acha que a lei está sendo muito rigorosa com o senhor Rainha. Será que é por causa de todos serem do PT ? Essa é a democracia do deputado?
O senhor Greenhalgh fala em plebiscito em 2005 para saber a opinião do povo quanto à proibição da venda de armas. Vamos unir forças para pressionarmos o deputado Greenhalgh perguntar também ao povo em 2005 sobre outras questões: Você eleitor é a favor:
1) Da prisão perpétua para crimes graves?;
2) Da pena de morte?;
3) Da redução da maioridade penal para que jovens criminosos paguem pelos crimes de morte ou estupro que cometeram?;
4) Dos indultos que liberam criminosos para sair da prisão no Dia dos Pais, das Mães, Natal, Ano Novo - onde muitos que saem não voltam para as prisões e muitos que saem cometem mais crimes?;
5) É a favor dos impostos que você paga para sustentar criminosos nas penitenciárias?;
6) Você acha que o preso deve trabalhar para se sustentar na cadeia? e
7) Criminoso que cometeu três crimes sentença de prisão perpétua.
Isso é democracia!
Sabemos que a criminalidade tem ligações com o nosso problema social, mas a sociedade que paga os impostos para ter saúde, educação e segurança, não pode arcar com esse ônus, que são erros cometidos pelo Estado em negar os direitos Constitucionais de cada cidadão de bem.
Votamos em quem acreditamos ser nossos representantes, que defenderão os interesses do povo - que só quer viver, trabalhar, estudar e ser feliz. Democracia, o que é isso? Liberdade de expressão como a que estou fazendo neste momento em que escrevo a vocês leitores.
Tenho dúvidas? Não sei mais o que é Democracia ou Regime Democrático.
Tinha certeza que a vontade da sociedade era soberana. Posso concluir que, na Ditadura, nós não podíamos expressar nossos pensamentos, críticas e idéias. Vejo que hoje em dia nada adianta, pois não somos ouvidos, mas àquela época sabíamos que teríamos segurança para criar nossos filhos e netos. Precisamos que a vontade da população não seja só ouvida, mas sim executada pelos que nos governam.
(*) Jorge Damús Filho, pai do Rodrigo
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jorge@atequando.com.br