Manifestos
Meu Deus, Até quando?
Sr. Presidente Fernando Henrique Cardoso, Sr. Governador Mário Covas. Como cidadã, empresária e mãe competente em todas essas áreas, dei meu voto aos Srs., de forma consciente e voluntária. Tenho uma empresa há mais de 20 anos e hoje emprego cerca de 300 pessoas diretamente e muitas outras indiretamente.
Iniciei meu trabalho com meu marido e sempre respeitei os meus deveres como cidadã, porém conheço meus direitos.
Passamos por muitas crises provocadas por pessoas incompetentes que governaram e governam o nosso país. Com muito trabalho, dedicação e amor conseguimos hoje ser reconhecidos como uma das maiores empresas no ramo em que atuamos.
Como mãe, também fui competente, pois criei dois filhos maravilhosos que hoje são homens, trabalham e estudam e sempre respeitam sua família e seus amigos. Por opção deles, dariam continuidade ao nosso trabalho, empregando mais pessoas e dando-lhes dignidade e oportunidade de ser pessoas de bem.
Isso foi real, não foi um sonho, mas acabou. Tive minha vida destruída por um marginal, Perdi meu filho, um jovem de 22 anos, na porta de minha casa, saindo para trabalhar.
Tenho outro filho e preciso de força e coragem para dizer-lhe que ainda vale a pena viver neste país, que ainda tenho esperanças, que ele acredite num Ser Superior. Porém, infelizmente, não consigo lhe dizer que tenha fé nos homens que dirigem o nosso país.
A incompetência tira a vida de muitas pessoas todos os dias. A triste realidade é que não sou a única que chora indefesa, a perda de seu filho. Outras pessoas vêem suas vidas destruídas nessa guerra civil que toda a sociedade observa passiva e indiferente.
A que ponto precisamos chegar? Será necessário acontecer algo com um filho ou neto dos senhores para que sejam tomadas providências realmente sérias? Não creio, não haverá competência para mudar nossas leis. Estamos numa guerra civil.
Poderiam me perguntar: Como fazer? Não sei. Conheço as minhas limitações. Sou competente para administrar minha empresa, apesar da instabilidade que vivemos neste país. Se quiserem saber como se faz um homem de bem, darei a resposta, isto se faz com amor e exemplo. Não faço parte das autoridades, responsáveis pelos cumprimento das leis, mas os senhores fazem, e aos senhores compete tomar as devidas providencias.
Respondam: Onde eu errei, qual o é o antídoto contra a violência que assola o nosso país? Eu exijo uma resposta.
Luiza Paulus, São Paulo
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