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Manifestos

MANIFESTO

O apelo feito ao Presidente da República, ao Governador, à Secretaria de Segurança Pública e a diversas Autoridades responsáveis pela Segurança do país, inclusive sediadas no Distrito Federal, de nada adiantou.
Desde 1991, com o Governo do PSDB houve a derrocada da paz de espírito de todas as pessoas. O terror, a insegurança, a angustia de poder ser a próxima vítima, levou a população a um estresse coletivo, interferindo em sua atuação profissional, familiar, social e cultural.
A economia também sofre as consequências pelo fato das pessoas sentirem-se menos vulneráveis dentro de casa e assim, evitam frequentar locais de lazer à noite, provocando o fechamento de vários estabelecimentos.
Todavia, os crimes ocorrem, também dentro de casa. Em poucos minutos pessoas de bem, jovens, trabalhadores, aposentados ou crianças, são assaltados e mortos dentro de seus lares. Famílias são praticamente destruídas pela morte de um de seus membros, no interior de suas próprias residências, sendo que a resposta a essa selvageria vem sendo esperada durante anos, sem que as Dignas Autoridades, ocupadas na entrega de qualquer coisa, tomem as providências cabíveis para a captura dos criminosos.

Evidentemente, está se falando da morte de pessoas comuns, anônimas. Pois quando algum político, empresário de nome, ou funcionário de Presidente é morto, rapidinho as Autoridades se monopolizam para o descobrimento dos culposos. Citamos como exemplo a morte do caseiro do Sr. Presidente.
Em menos de 24 horas, a polícia que é eficiente, mas mal orientada, conseguiu prender os responsáveis pelo crime.
A população está desprotegida, desamparada e desrespeitada em seus mínimos direitos. Além de não ter emprego, assistência à saúde ou educação, não tem direito nem à vida. E após perder o bem mais precioso, passa a ser um número a mais nas estatísticas, sem que seus algozes sejam procurados, processados e condenados por quem de direito.
Os marginais na realidade dizimando a sociedade, estão enfrentando o Governo, mostrando que desafiam o poder público, e que apesar de serem em número menor, conseguem ridicularizar as Autoridades, que recebem milhões para a "Segurança" de seus Estados, sem nada conseguir.

Toda a maquina Estatal, a propaganda, as afirmações de que "a violência já está dominada", soa como um acinte, uma propaganda enganosa, que consegue fazer com que a população se sinta violentada até em sua capacidade mental, de raciocínio e observação. Todo esse aparato, as eternas entregas de viaturas ao som de palmas e batuques não conseguem intimidar os bandidos, nem muito menos tranquilizar as vítimas deste confronto.
As pessoas do povo, que não possuem carros blindados, seguranças, e meios de andarem em redomas inatingíveis, como fazem os responsáveis por essa caótica situação, e não entendem a relação "entrega-de veículo-diminuição da violência", sentem-se cada vez mais abandonados e vulneráveis.
Talvez se houvesse uma coesão por parte do povo, se o descontentamento de cada um fosse externado através de agrupamentos públicos, em locais de destaque, como a Av. Paulista, onde seria exigida uma ação mais enérgica, um freio, uma mudança de Legislação, um atendimento aos representantes de classe, levando em conta as idéias de cada bairro, cada região, poderia haver alguma mudança, que permitiria ao paulistano, ao brasileiro, voltar a ser aquele povo simples e alegre, abençoado por DEUS!

São Paulo, 23 de junho de 2002