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Ocorrências

Estudante de 15 anos leva um tiro na cabeça dentro de quarto.
Família do adolescente acusado desaparece.


Raphael Alves Franco, 15, foi morto com um tiro de revólver calibre 38 na cabeça, na noite de sábado, numa casa de sua família, em Cacaria, distrito de Piraí, Sul Fluminense.
O principal suspeito, outro adolescente, amigo de Raphael pelo menos oito anos. O estudante foi enterrado ontem, às 10h, no Cemitério Jardim da Saudade de Paciência. Um grupo de 25 alunos do Colégio Estadual Antônio Gonçalves, em Coelho da Rocha, São João de Meriti, onde Raphael cursava o 1o. Ano do Ensino Médio, foi prestar a ultima homenagem. "Ele era amigo, bom aluno, e brincalhão. Vamos sentir muito a falta dele", lamenta a estudante Débora da Costa, 15 anos. "Vocês não sabem a dor que estou sentido e o bem que vocês me fizeram em vir aqui. Estou muito emocionada", disse a mãe de Raphael, Sandra Alves Netto Franco, 37.
João viajou para comemorar seu aniversário, domingo. "Chegamos a Piraí sábado, as 16:30. Assim como eles, o pai do garoto (acusado) tem casa lá. Os meninos passaram a tarde junto, conversando", lembrou João. Segundo ele, no momento do crime, estavam na casa somente sua mãe, Terezinha Francelina de Souza Franco, 66 anos, e um sobrinho de 6 anos: "Ela disse que eles entraram no quarto e fecharam a porta. De repente, ouviu um tiro". Pai suspeita que acusado seja envolvido com o tráfico. João estava bem perto de casa e, ao correr para ver o que havia acontecido, encontrou o amigo do filho saindo. “Ele só disse: ‘O Raphael está caído’”, lembrou o pai. O analista de sistemas chegou a ir à casa do acusado e pedir que o pai do garoto fosse até a sua casa ver o estado de Raphael. Ele se recusou, e, depois disso, a família não foi mais vista. “Eu temia que algo pudesse acontecer com o meu filho. Diziam que esse garoto era envolvido com o tráfico de drogas. Cansei de avisar para o Raphael tomar cuidado”, lamentou João. O analista de sistemas voltar amanhã a Piraí para prestar depoimento na 94a. DP. O delegado-titular Nilton Pereira dos Santos ainda não tem pistas do paradeiro da família do acusado.

Hoje o assassino, com 19 anos de idade está cursando o 1º. Ano de Direito em uma Faculdade no Rio de Janeiro-RJ.

A SENTENÇA
Decisão:TJRJ-Comarca de Piraí-RJ
Tendo em vista o atingimento da maioridade civil do adolescente, conjugado com o seu desempenho às folhas 210/215, qualquer medida sócio educativa mostra-se desnecessária e inaplicável, pelo que determino o arquivamento do feito diante da perda de seu objeto, o que contou com o aval do MP, razão pelo qual julgo extinto o feito.

João Anulino Franco Neto – pai do Raphael

Rio de janeiro, 15 de setembro de 2005.