Hermes Tadeu - 21 de Dezembro de 2003 - assassinado a queima roupa
Hermes Tadeu era desenhista de Histórias em Quadrinhos e desde pequeno sabia que este era seu dom. Conseguiu, ainda muito jovem, assinar contratos com grandes Editoras como a Mythos e a gigante Marvel Comics dos EUA.
Entretanto, no domingo 21 de Dezembro de 2003, ele e sua namorada resolveram ir para a Praia Grande (SP) para se encontrar com os pais, que estavam lá descansando e retornariam no dia seguinte.
Às 16h, Hermes foi morto na areia, em frente à namorada. O assaltante e o comparsa queriam a máquina fotográfica, anunciaram o assalto e atiraram à queima-roupa, à apenas alguns centímetros de distância. Ele foi levado ao hospital, mas não resistiu ao ferimento.
O criminoso alegou que houve reação, assim sua defesa pode basear-se no fato de que não houve intenção. Após matar o Hermes, os criminosos partiram com suas bicicletas para assaltar outro turista. O assassino foi preso por este delito e posteriormente houve a ligação entre os casos.
Apesar de ter apenas 25 anos, Hermes T. (como gostava de ser chamado)já tinha seu talento reconhecido no mundo todo (muitos sites internacionais prestaram homenagens a ele) e estava agora conseguindo colher os frutos de tanto trabalho.
Ele era um grande amigo, companheiro, além de ser um grande batalhador e ter a coragem de enfrentar grandes obstáculos e ainda sorrir. Deixou como exemplo sua humildade, inteligência, alegria, simplicidade e coragem.
Não se mata apenas uma pessoa, mas também toda sua história, seus objetivos, seus sonhos e suas conquistas, além de destruir todos que estão à sua volta.
O assassino não tirou apenas sua vida. Tirou nossas almas e nossa crença na justiça. Nos tirou para sempre a alegria e nos deixou como herança uma ausência eterna e uma sensação amarga de impunidade e impotência perante um Estado falido, que proporciona Direitos Humanos a assassinos, que culpa a sociedade pelos atos criminosos de psicopatas, que protege menores de idade e reduz as penas de detenção para garantir mais conforto aos criminosos.
Para nós, as vítimas e seus familiares, resta apenas a indiferença e o esquecimento, a dor fria e triste, semelhante as lápides onde os nossos agora habitam...
Dalila, irmã do Hermes.